sábado, 26 de abril de 2014

Falafel

Viva, viva, viva!

Ora como boa vegetariana que sou, não poderia dispensar um bom falafel. E como anti-desperdícios que sou, claro que esperei que uma amiga fizesse para provar primeiro!

E assim foi. Uma amiga muito querida fez o favor de fazer falafels e de me convidar para jantar, e estavam maravilhosos!

Entretanto fui deixando passar o tempo, até porque ainda não tinha tido oportunidade de adquirir um processador. Visto que já arranjei um pelos pontos de um cartão de uma bomba de gasolina (lol) e também porque vi o Viriato Pã a fazer uns no 24 Kitchen, lá me deu a coragem.

Para fazer os falafels, vão precisar de:
- 1 cebola
- 2 dentes de alho
- 1 lata de grão de bico
- cominhos em pó
- coentros em pó
- 1 molho de salsa
- 1 molho de coentros
- 1 colher de sopa de farinha
- sal e pimenta q.b.
- óleo para fritar

Ora então toca a cortar a cebola, os dentes de alho, o molho de salsa e o de coentros, grosseiramente, e colocar dentro da processadora, juntamente com o grão escorrido. Picar até reduzir bem os ingredientes. Juntar os cominhos, os coentros em pó, o sal e a pimenta e dar mais uma picadela.

Colocar esta massa numa tigela e juntar a farinha, para atenuar a humidade dela. Verificar os temperos e a consistência. Se necessário, juntem mais um pouco de farinha.

coloquem farinha nas mãos e numa tábua de corte, ou noutra superfície à escolha.

Formem bolinhas com as mãos, tipo almôndegas, e vão dispondo na tábua.

Coloquem o óleo a aquecer e, quando já estiver bem quente, fritem as bolinhas durante cerca de 3 min.

Servi com aquelas batatinhas noisettes, feitas no forno.


DICA: Eu achatei um pouco as bolinhas, acho que facilita a fritura.
Acho que também se vão safar bem com uma varinha mágica, caso não tenham processador.

Confesso que só usei coentros, não tinha salsa (para mim não há lá grandes diferenças) e também não usei os coentros em pó. Ficaram bons na mesma...

BOM APETITE!!

Bolo de bolacha tradicional

Vivas gulos@s!

Já há algum tempo que me perguntava o porquê de nunca ter experimentado fazer um bolo de bolacha.

É um bolo bastante comum e tradicional, talvez por isso nunca me tivesse dado vontade de fazer, no entanto, numa das minhas passeatas pela internet, em busca de algo que me inspirasse, dei de caras com uma foto de um bolo de bolacha e decidi que era desta.

Acho que é lógico começar pelo mais simples e tradicional, sem grandes ingredientes, sem grandes complicações.

Para este bolo irão precisar de:
- 2 pacotes de bolacha "Maria"
- 250g de manteiga
- 250g de açúcar fino
- 3 gemas
- café adoçado q.b.
- bolacha ralada q.b.

Batam a manteiga até ficar branca, juntem o açúcar aos poucos, continuem e mexer e vão juntando as gemas, uma a uma, batendo sempre.

Molhem as bolachas no café (só passar mesmo, não as deixem ficar moles) e façam 7 montinhos, formando uma flor. Por cada fila de 7, barrem com o creme de manteiga.
Continuem até esgotar o creme, sendo que este deve ser a última camada.

Decorem, polvilhando com bolacha ralada, ou outro confeito do vosso gosto (eu preferi polvilhar com chocolate granulado).



DICA: Esta é a receita básica, presente em vários sites por essa internet a fora, no entanto, achámos muito doce, demasiado mesmo! Sugiro então diminuir a quantidade de açúcar, talvez 50g já seja o suficiente.

BOM APETITE!

domingo, 30 de março de 2014

Pão de queijo

Viva gulos@s!

Uma das grandes iguarias da cozinha brasileira e que está no top 3 das coisinhas mais deliciosas, é, sem dúvidas, o pão de queijo!

Feito originalmente com queijo de Minas, muitas foram as minhas experiências até acertar com a receita e também com um queijo que ficasse agradável. Depois de experimentar só com polvilho doce, só com polvilho azedo, com queijo de prato para ralar, e eu sei lá mais o quê, eis que, aparentemente, cheguei à fórmula do sucesso!

Para estes pães, vão precisar de:
- 250g de polvilho doce
- 250g de polvilho azedo
- 2 chávenas de leite
- 1 chávena de óleo
- 2 chávenas de queijo Emmental ralado
- 4 ovos
- 1 pitada de sal
- + óleo q.b.

Juntem os 2 polvilhos num recipiente. Aqueçam o leite, o óleo e a pitada de sal até ferver. Deitem em cima dos polvilhos e mexam até estar tudo bem misturado.

Deixem arrefecer e juntem os ovos, 1 a 1, e vão amassando. Finalmente, juntem o queijo e amassem tudo. A massa vai agarrar bastante nos dedos, é assim mesmo.

Untem um tabuleiro com um pouco de óleo. Coloquem óleo também num pires para vos ajudar a fazer os pães.

Untem bem as palmas das mãos e façam bolinhas com pequenas porções, ou conforme queiram o tamanho dos pães.

Levem ao forno a 200ºC até crescer, inchar, mas não deixem dourar ou vai queimar por baixo.

Ficarão assim:


Não é normal ficarem com riscos, neste caso é do queijo que não derrete completamente (o ponto de fusão do emmental é mais elevado), mas pessoalmente até acho que fica giro.

BOM APETITE!!

domingo, 9 de março de 2014

Rosca húngara

Viva gulos@s,

Aqui está uma variante da rosca, muito mais interessante, pois tem uma espécie de recheio que a torna ainda mais doce e interessante.

Para a rosca húngara, vão precisar de:

MASSA:
2 colheres de sopa de manteiga
8 chávenas de chá de farinha
5 gemas passadas pela peneira
8 colheres de sopa de açúcar
1 colher de café de sal
2 chávenas de chá de leite morno
20 gramas de fermento de padeiro

RECHEIO:
200 gramas de coco ralado
200 gramas de açúcar
100 gramas de manteiga derretida


COBERTURA:
Leite condensado e Leite de Coco em partes iguais.




Recheio: Misturem tudo e reservem.

Cobertura: Misturem tudo e reservem.

Massa: Misturem todos os ingredientes acrescentando a farinha aos poucos. O ponto é de uma massa macia, que não agarra nas mãos. Reservem e deixem dobrar de tamanho.

Dividam a massa em bolas e reservem.

Abram cada bola em rectângulos. Recheiem (colheradas, espalhando pelo rectângulo todo) e enrolem como se fosse uma torta. e cortem essa torta em fatias de 3/4 cm.

 Coloquem em um forma untada e enfarinhada e deixem crescer por mais ou menos 30 minutos. Assem em forno médio até dourar.

Assim que sair do forno, derramem a cobertura sobre todo o pão. Cuidado para não exagerar e ficar muito doce, mas também não coloquem muito pouco ou o pão ficará seco.


BOM APETITE!!

Pimentos vermelhos recheados

Ora vivas!

O meu estômago é rei de algumas especificidades, e uma das relações amor-ódio que tenho é com pimentos.

Eu adoro pimentos, sobretudo se forem verdes, assados e transformados numa bela salada bem avinagrada e com sal grosso. Mas não é desses que vou falar hoje. Apesar de nunca ter sido grande fã de pimentos vermelhos, andava danada porque nada me corria bem: nem courgettes recheadas, nem beringelas, nem pimentos.

Desta vez, a coisa não correu nada mal!

A receita original é com metade em pimentos vermelhos e metade em laranjas. Fica mais giro sim senhor, mas os laranjas são mais caros, a modos que fiz só com vermelhos. E daí para modificar a receita toda e metê-la à minha maneira, foi um passo.

E vão precisar de:
- 2 pimentos vermelhos
- 200g de cogumelos frescos
- 2 cebolas médias
- 1 courgete
- 1 cenoura grande
- 200g de azeitonas pretas descaroçadas
- 1 punhado de milho cozido
- sal, azeite, pimenta preta e azeite q.b.
- queijo ralado (emmental ou mozzarella) q.b.

Comecem por lavar e cortar os cogumelos, em gomos, para que não desapareçam na cozedura. Cortem a cebola e meias-luas finas e juntem aos cogumelos.
Aqueçam o azeite num wok, ou numa frigideira grande, deitem os cogumelos e a cebola, temperem com sal, pimenta preta e alho em pó.

Enquanto isso, pelem a cenoura e ralem no ralo grosso, pelem a courgete e piquem em cubos pequenos. Cortem as azeitonas em fatias

Quando os cogumelos e a cebola estiverem bem cozinhados, juntem a cenoura e a courgete, e deixem cozinhar mais um pouco.

Quando tudo estiver cozinhado, juntem o milho e as azeitonas. Rectifiquem o tempero e reservem.

Pré-aqueçam o forno a 200ºC.

abram os pimentos longitudinalmente, retirem o pé, as sementes e as membranas. temperem por dentro com um pouco de sal grosso. Forrem um tabuleiro pequeno com uma folha de papel vegetal, e coloquem as 4 metades dos pimentos viradas para cima.

Coloquem o recheio dentro de cada uma das metades, até ficarem completamente cheios. Cubram cada metade com queijo ralado a gosto e levem ao forno.

Deixem cozinhar bem, até os pimentos ficarem bem cozinhados e moles.

No final podem ligar um pouco o grill para dourar o queijo.


O meu queijo ficou meio defeituoso porque eu tinha o grill ligado durante o pré-aquecimento e esqueci-me de o desligar, mas enfim, para a próxima fica melhor.

DICA: Eu sou sempre meia alarve a fazer as coisas. Esta dose de recheio dá para mais 1 pimento, pelo menos, mas também podem guardar as sobras para colocar por cima do arroz, como um mix de legumes, fica delicioso!

BOM APETITE!!


Creme de lentilhas

Yo, yo, yo.

Já há bastante tempo que andava com curiosidade de manejar umas lentilhas. Não fazia a mínima ideia de quanto tempo iria demorar a cozinhar, se tinha de pôr de molho, se era igual ao feijão, e por aí, mas não há nada que umas boas pesquisas nessas internetes da vida não resolvam.

Vão precisar de:
- 250g de lentilhas
- 1 batata grande
- 1dl de azeite
- 1 cebola picada
- sal e pimenta q.b.

Para começar, demolhem as lentilhas por, pelo menos, 1 hora.

Numa panela, levem ao lume o azeite e a cebola picada, deixe refogar e junte as lentilhas, a batata e 1,5l de água.

Temperem com um pouco de sal e deixem cozer bem.

Depois de cozida, passe tudo com a varinha mágica, tempere com pimenta e leve ao lume até ferver.

Ao contrário do que pensei, é muito boa!



DICA: Ao início pode parecer muita água, mas acreditem que se calhar até vão acabar por meter mais, as lentilhas estão sempre a engrossar o caldo.

Focaccia

Viva gulos@s!

Que maneira melhor que continuar a fantástica viagem na aprendizagem do pão, do que uma saborosa Focaccia?

Um pão de origem italiana, pleno de sabor e com uma forma singular!

É claro que as coisas não correram tão bem como esperava, mas a experiência foi engraçada.

Vão precisar de:
- 8 caules de alecrim (eu usei do seco, mas não é a mesma coisa)
- cerca de 21g de fermento de padeiro
- 225g de farinha + alguma para ir amassando + para a superfície de trabalho
- sal marinho
- 7 a 8 colheres de sopa de azeite
- papel manteiga

Lavem, sequem e arranquem as agulhas dos caules do alecrim e piquem finamente.

Aqueçam ligeiramente 150ml de água e dissolvam nela, o fermento.

Coloquem na batedeira, as varas de massa, e amassem rapidamente a farinha, 1/2 colher de chá de sal, metade do alecrim picado, 2 colheres de sopa de azeite e o fermento dissolvido, até obter uma massa lisa. Se a massa estiver húmida e pegajosa, adicionem mais farinha, colher a colher. Cubram a massa e levem a levedar num lugar quente, por 30 min.

Amassem novamente a massa e estiquem com um rolo e faça um rectângulo baixinho, sobre uma superfície enfarinhada. coloquem num tabuleiro forrado com papel manteiga e façam buracos no pão, quase até furar, com os dedos ou as costas de uma colher de pau. Cubram e deixem levedar por mais 10 min.

Salpiquem o pão com 3 ou 4 colheres de sopa de azeite, sal marinho e o restante alecrim picado.



Leve a cozer em forno pré-aquecido a 200ºC e borrife o pão generosamente com água e deixe cozer por 10 a 15 min. até ficar estaladiço.


Retire o pão do forno, salpique novamente com cerca de 2 colheres de sopa de azeite, cubra a focaccia com um pano de cozinha e deixe arrefecer.

DICA: Eu ainda estou a apanhar as manhas do forno, no que diz respeito a pão, fica sempre queimado por baixo, mas rapei um pouco por cima e percebei que de sabor estava bom. Para a próxima fica melhor...

BOM APETITE!

domingo, 2 de março de 2014

Cogumelos frescos com espinafres

Olá gulos@s!

Querem mais ideias de acompanhamentos para as vossas refeições? Coisinhas boas que possam cair bem em cima da vossa massinha, arroz ou quem sabe até os substituir para uma refeição mais leve?

Devo, desde já dizer que também eu nunca foi fã de espinafres, acho que já o mencionei no post da Lasanha de Legumes, o que quero reforçar e que, mesmo quando não gostamos de uma coisa, não quer dizer que não gostemos dela de nenhuma forma. Em suma: não gosto de espinafres salteados sozinhos, não gosto de esparregado, mas gosto deles com outros legumes. Estranho? Talvez...

Então para fazerem este género de salteado, vão precisar de:
- 400g de cogumelos frescos
- 350g de espinafres frescos (1 molho ou 1 saco)
- 2 cebolas médias
- sal, alho em pó e azeite

Comecem por lavar e cortar os cogumelos. A maioria costuma laminar, eu prefiro em gomos. assim perde-se menos água dos cogumelos e evita-se que eles "desapareçam".


Seguidamente, cortem as cebolas em meias-luas finas e reservem com os cogumelos.

Aqueçam o azeite numa frigideira grande, ou wok, deitem os cogumelos e as cebolas lá para dentro, temperem com sal e alho em pó. Deixem refogar bem até estar tudo mais molinho.


Mesmo que os espinafres sejam de saco, eu gosto de os lavar bem, escolher os talos soltos. Depois disso feito, rasguem as folhas maiores. Juntem os espinafres aos outros legumes. vão mexendo um pouco, os espinafres murcham rapidamente e ficam prontos num instante.


Desta vez servi os meus legumes com tagliatelle, mas ficam óptimos com arroz, massa de ovo chinesa, ou qualquer outro tipo de massa.

DICA: Durante a cozedura dos cogumelos e das cebolas, tapem o wok ou deixem o lume mais baixo, assim conseguirão obter um molho feito somente feito à base dos sucos libertados pelos legumes.

BOM APETITE!

Abóbora assada com cebola

Viva gulos@s,

Queria fazer qualquer coisa com abóbora, que não fosse sopa...

Já tinha em casa uma abóbora butternut há algum tempo (a propósito, se estiverem inteiras aguentam-se muito bem) e quis inventar qualquer coisa, para variar.

Para fazerem um bom acompanhamento, vão precisar de:
- 1 abóbora butternut (não muito grande)
- 2 cebolas grandes (ou a quantidade que seja equivalente à abóbora)
- alho em pó, pimenta preta, sal, orégãos e azeite q.b.

A preparação é bastante simples: descasquem, tirem as sementes e cortem a abóbora em cubos. Descasquem e piquem a cebola, em pedaços um pouco mais pequenos que os da abóbora.

Coloquem azeite numa assadeira, deitem a abóbora e a cebola, temperem com sal, alho em pó, orégãos e pimenta, envolvam tudo muito bem e levem ao forno até estar tudo bem molinho. Vão verificando e mexendo para que não se pegue à assadeira, no final, se preferirem, podem ligar o grill do forno e corar um pouco, fica bonito.


É um acompanhamento bastante versátil, fica muito bom especialmente com arroz. Aquele azeitinho com os sucos dos legumes, dá um sabor muito bom ao arroz.

DICA: Para descascar uma abóbora mais facilmente, piquem-na com um garfo, e coloquem no microondas 3 min. Depois cortem-na em pedaços e é só descascar.

BOM APETITE!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Aletria

Viva, viva, viva!

Ora a 3ª, e última, iguaria deste fim de semana louco, foi aletria!

Já há bastante tempo que ando às turras com o arroz doce, e nunca me sai bem, a modos que, decidi ir treinando com a aletria.
Quando dominar a mestria, aí experimento outras praias. Por acaso, até ficou bem boa!

Ingredientes:
- 500ml de leite
- 150g de açúcar branco
- 1 colher de sopa de açúcar baunilhado
- 100g de aletria
- 1 casca de limão
- 1 pau de canela
- 3 gemas de ovo
- 2 colheres de sopa de margarina
- canela em pó

Num tacho juntem o meio litro de leite, a casca do limão, o pau de canela, a margarina e depois os 2 açúcares (eu dispensei o baunilhado e ficou bom na mesma).

Enquanto os ingredientes ficam ao lume, desfaçam a aletria, delicadamente, e juntem-nos ao tacho.

Deixem cozinhar durante 5 a 7 minutos, mexendo de vez em quando.

Batam as 3 gemas, juntem-nas à aletria, envolvam rapidamente e retirem o tacho do lume.

Coloquem a aletria num refractário e decorem a gosto com canela em pó.




DICA:
Para que não tenham percalços ao juntar os ovos, vão deitando em fio, como se fosse azeite, e mexendo energicamente.

BOM APETITE!

Mousse de chocolate branco

Viva gulos@s!

Tenho andado inspirada!
Este fim de semana meti-me na cozinha e saquei 3 iguarias da cartola.
Já andava a ressacar de não fazer nada novo!

Agora um docinho: mousse de chocolate branco.

Ingredientes:
- 1 tablete de chocolate branco para culinária
- 1 pacote de natas (200ml)
- 4 claras de ovo
- 2 colheres de sopa de açúcar

Levem ao lume 1 tacho com as natas e a tablete partida em pedacinhos, vão mexendo até o chocolate estar derretido. Retirem do lume e deixem arrefecer um pouco.

Batam as claras em castelo e, já na parte final, adicionem o açúcar.

Aos poucos, e delicadamente, envolvam as claras ao preparado do chocolate, sem bater, com movimentos de cima para baixo.

Dei tem em taças e levem ao frigorífico para ficarem bem frias (cerca de 3 horas).

Decorem a gosto.




Eu tinha chocolate granulado e umas pepitas coloridas, aproveitei para lhes dar um ar mais bonito.

DICA:
Respeitem integralmente os cuidados a ter com a mistura das claras com o chocolate, se tirarem o ar das claras, a mousse vai ficar aguada.

BOM APETITE!

Rosca simples

Boas, boas pessoal!

Quem já fez pão em casa, ou similar, (mesmo do zero, nada de saquinhos com preparados, máquinas de pão ou "bimbas") sabe bem o trabalhinho que dá e o desânimo pré-laboral mas, há sempre aquela alegria e ansiedade para saber se no final, tudo irá compensar.

Confesso que tenho andado interessada em avançar neste campo do pão e deixar de pintar o fermento biológico como uma substancia alienígena vinda do Planeta 51.

Tomei coragem, fui à procura do fermento e, depois de estar comprado, já não havia muito a fazer...tinha mesmo de avançar!

Para começar nestas andanças da massa e pastelices, decidi tentar fazer uma surpresa ao meu marido, e tentar apresentar uma iguaria da sua terra-natal: uma rosca!

A rosca é uma espécie de pão doce, feito de uma massa algo similar à de pão-de-leite, mas leva ainda mais doce na massa e depois ainda leva uma calda por cima.

Eu comecei pela rosca simples, mas partindo da massa, as combinações vão até onde a imaginação permitir...há só de açúcar, de côco, leite condensado, enfim...o céu é o limite.

Esta receita será verdadeiramente uma "Tânia e Vino na Cozinha" pois a meio do processo, ele começou a mandar bitaites e acabou por se agarrar à massa!

Portanto, comecemos com a receita:

MASSA:
- 1 lata de leite condensado
- 1 lata de água morna (medir na do leite condensado)
- 1/2 lata de óleo (medir na do leite condensado)
 - 4 ovos
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 30g de fermento de padeiro
- 1 pitada de sal
- 1 kg de farinha de trigo

CALDA:
- 1 chávena de água
- 1 chávena de açúcar

No liquidificador adicionem o leite condensado, a água, o óleo, os ovos, o açúcar, o fermento e o sal, batam bem até misturar.

Despejem a mistura numa tigela ou alguidar grande, adicionem a farinha aos poucos, sovando a massa com a mão, sovem bem até incorporar toda a farinha.

A massa vai ficar meio pegajosa. Deixem-na tapada a levedar, até dobrar de tamanho, em local sem ventilação, não dêem solavancos na tigela, pode fazer a massa murchar. Enfarinhem a mesa ou a bancada onde vão trabalhar.

Com uma faca, cortem porções de massa e enrolem igual a bastões, depois enrolem em formato de caracol (nós decidimos fazer em formatos diferentes).

Coloquem as roscas numa forma untada, deixem-nas novamente a levedar até dobrarem de volume.
Assem em forno médio até dourar, assim que as tirarem do forno, passem a calda ainda quente e esperem arrefecer para servir.

Calda:
Numa panela, juntem 1 chávena de água com 1 chávena de açúcar. Misturem bem, levem ao lume e deixem evaporar a maior parte da água, até formar uma calda mais grossa.
Se entretanto, enquanto esperam a rosca ficar pronta, a calda começar a engrossar demasiado, juntem mais um pouquinho de água e voltem a aquecer.

As nossas ficaram assim, bem diversificadas:







Na forma de buraco no meio, meti umas bolinhas à volta, elas cresceram e fizeram aquele tipo de flor. No outro tabuleiro fizemos um tipo de laços e no final o meu marido achou interessante fazer um pão maior.

No final de tudo, além de passar a calda, ainda polvilhámos com mais açúcar por cima.

Ficaram meio massudos, acho que os deixei cozinhar demais e fiz bolas muito grandes, mas a experimentar é que se aprende!

BOM APETITE!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Base para quiche

Olá malta!

Hoje, para ser diferente, não vos vou trazer uma receita propriamente dita, vou fazer um post oficial de algo que eu acho bastante útil: base para quiche.

Acho que é bastante útil sabermos a base de uma quiche, tarte, pizza, sopa, pois a partir daí, é tudo muito mais fácil.

Ora então, a base da quiche leva:
- 4 ovos
- 1 chav. chá de óleo
- 2 chav. chá de leite
- 1 chav. chá de maizena
- 1 chav. chá de farinha de trigo
- 1 colh. sobremesa de fermento
- sal e pimenta a gosto

Se tiverem liquidificador, fica tudo mais fácil.

Comecem por bater os ovos, o óleo e o leite. aos poucos vão juntando os sólidos, até obter uma massa homogénea e finalmente temperem com um pouco de sal fino.

Se não tiverem, também podem bater à mão, claro, mais ou menos pela mesma ordem.

Coloquem esta mistura num tabuleiro untado e enfarinhado e é só dar largas à imaginação com o recheio :)


BOM APETITE!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Paté de azeitonas pretas (tapenade)

Viva, viva, gulos@s!

Como o regresso tem de ser em grande, e como o que é bom nunca é demais, logo a seguir a um paté nada melhor do que outro.

Desta volta é um paté ligeiramente fora do comum porque não leva maionese (oooohhhhh).

Pois é... eu também meto maionese para a veia, mas acreditem que este paté não fica em nada a dever a quaisquer outros.

Aprendi esta delícia num workshop vegetariano no Yoga 5 de Outubro, que me foi oferecido pela minha querida afilhada, que também me acompanhou nessa tarde tão bem passada (e onde aprendi também os Legumes à Brás, já aqui apresentados).

Mais uma vez, fiz batota. Sim, sou uma batoteira da cozinha. A receita que aprendi também tinha tremoço. Ainda vou experimentar esse, mas acho que sem ele a coisa também anda que é uma beleza.

Para este paté, não são necessários muitos ingredientes, o que é curioso, pois fica realmente bom:
- 200g/300g de azeitonas pretas descaroçadas
- 1 ou 2 dentes de alho (cuidado aqui, ou fica muito forte)
- orégãos a gosto
- sal fino a gosto

Ora então vamos lá à simplicidade da coisa.

Cortem as azeitonas em pedaços mais pequenos (não é necessária nenhuma precisão cirúrgica) e juntem também o alho picadinho.
Agora aqui é que a coisa se complica.
Se tiverem uma processadora/picadora. excelente. Eu não tenho e não consegui fazer a coisa como deve de ser no liquidificador. A solução é ir deitando porções de azeitonas para dentro do copo da varinha mágica, ou de outro recipiente alto, e ir picando com a dita. À medida que tudo se vai reduzindo a papa, vai ficando mais fácil de misturar tudo e incorporar o alho nas azeitonas.

Depois de estar tudo reduzido, temperem com orégãos e sal fino a gosto.

Não dá uma porção muito grande porque o paté é bastante consistente, não fica muito volumoso.

Sirvam com tostas ou pão.


DICA: Tenham realmente bastante cuidado com o alho, pois, mesmo que só 1 dente possa parecer muito, pode até não ser, dependendo do tamanho do mesmo. O meu conselho é adicionar só 1 no início e, se acharem que sabe pouco a alho, piquem mais um dente e voltem a meter tudo na picadora.
Mais vale ter este trabalho 2 vezes do que arruinarem o paté inteiro.
Outra sugestão é, para quem achar que o paté é pouco cremoso, podem juntar uns pingos de azeite.

BOM APETITE!

Paté de tomate, milho e cebola

Olá gulos@s!

Bem vindos ao primeiro post de 2014!

Sei que tenho sido uma baldas (como sempre), mas sabem que, quando regresso assim depois de uma grande ausência, também vos compenso em grande!

Hoje trago-vos o primeiro paté do blog.

Fazer patés não é fácil para quem é vegetariano. Normalmente esfregam-nos nas fuças com mistelas de atum, delícias do mar, sardinha, fígado, blherrkkk!

Então, para colmatar essa falha gastronómica, tantas vezes cometida, hoje apresento-vos um dos melhores patés que já provei na vida: tomate, milho e cebola.

Aprendi o paté original com uma amiga brasileira, mas confesso que tive de fazer batota, pois o dela ainda levava salsicha enlatada. Quem quiser pode acrescentar, não sou fascista, apesar de ser contra.

Ora então cá vai (amanhem-se com as quantidades, depende de quanto querem fazer):
- tomates
- milho cozido (pode ser em lata, ou comprem congelado e cozam brevemente)
- cebola
- maionese
- sal a gosto

Comecem por ir abrindo os tomates ao meio, tirar o pé, a água e as grainhas. Piquem bem pequenino (mais pequeno do que se fosse para vinagrete). Reservem num escorredor de legumes, para ir saindo toda a humidade possível.
Seguidamente piquem a cebola também bem pequenina e juntem ao tomate.
Finalmente juntem o milho. Usem os bagos de milho como referência para o tamanho do tomate e da cebola, que não devem ser maiores.
Temperem os legumes com sal, dêem uma mexida e deixem apurar algum tempo, se tiverem esse tempo para dispensar.

Finalmente, coloquem tudo no refractário, misturem a quantidade de maionese que desejem e envolvam tudo.

Podem servir num recipiente grande ou dividir por vários mais pequenos, conforme quiserem.

Sirvam com tostas ou pão. Penso que também pode ser um bom acompanhamento, como se fosse uma salada russa.



Fiz este paté, pela primeira vez, agora na passagem de ano, e deixem-me dizer-vos que foi um sucesso!

Se quiserem ir mais longe, também podem fazer a vossa maionese.


DICA: O tomate é uma fruta que larga muita água, por isso é aconselhável deixá-lo a repousar, caso contrário, a maionese ficará aguada.
Se ainda tiverem bastante tempo para confeccionar o paté, ficará ainda melhor se, depois de deixarem o tomate repousar e juntarem a maionese, cobrirem com plástico aderente e deixarem no frigorífico até servir.


BOM APETITE!